domingo, 2 de outubro de 2011

Existe aspereza no amor?

Assim como muitos de vocês, eu era inconformada com a violência no mundo. 
Achava que poderia de alguma forma despertar as pessoas da estupidez que faziam, agindo muito pior do que animais, se matando, guerreando...
Em certo momento percebi que se um dia quisesse fazer isso, a melhor forma era mostrar que poderia ser feito em mim. Se eu pudesse aniquilar toda a raiva, a violência em mim, ser sempre tolerante, então poderia haver esperança para o mundo.
Ainda não consegui, por mais que tentasse não reagir quando provocada, não conseguia, pelo menos não sempre.
O Dalai-lama, que é um grande ser, reconhecido por diversos líderes religiosos, diz que as vezes perde a cabeça, fica com raiva do governo chines, por exemplo. Logo reassume a atitude de compaixão, mas mesmo assim, cai. Então seria possível aniquilar toda a raiva, para sempre, para que ela nunca interferisse em nosso amor pelo próximo?
Nossa sociedade é um reflexo de quem nós somos, é a soma das partes. Não que todo brasileiro seja corrupto, já que vive em um país corrupto, mas a grande maioria é adepta do "jeitinho". Muitos se acham absolutamente certos em suas convicções, os países também acham certas suas guerras, as consideram justas. O desenvolvimento do individuo esta ligado ao desenvolvimento do todo. Por isso os mestres tântricos dizem que o desenvolvimento, o salto evolutivo só sera possível quando todos estiverem despertos. Parece um castigo pensar assim, por que aquele que esta adiantado teria que ficar sofrendo em um mundo injusto. Mas faz parte da percepção que estamos ligados, nossas felicidades são interdependentes.
Quando extrapolamos esta realidade o que temos? Os grandes mestres da fraternidade branca, Jesus, teriam eles raiva pelas nossas atitudes? Seriam contundentes, até mesmo agressivos, para nos empurrar para fora de nossa zona de conforto? Ou mais além ainda, Deus nos puniria? Mandaria dilúvios para nos punir, terremotos, meteoros, apocalipse? Não o Deus em que eu acredito. 
A evolução é constante aos olhos eternos, nossos pequenos deslizes, passos para trás, não representam nada. Uma vida desperdiçada não representa nada, porque temos a eternidade para compreender que só o amor liberta. Que somos todos iguais. Que não seremos felizes por termos uma mansão, uma ferrari, uma casa na praia, etc, seremos felizes se formos amados, e se amarmos aos outros, amarmos a vida. 
As vezes nos preocupamos com coisas pequenas, pequenas discussões que não queremos perder, tentamos impor nossas visões sobre os outros para que colaborem conosco, tentamos abrir os olhos. Mas nada se impõe, tudo acontece na hora certa. Tentar despertar quem não está pronto, destruir as crenças alheias com que finalidade? Mesmo que as suas sejam mais certas...
Neste ponto seria contraditório eu afirmar que as coisas são ou não assim, mas para mim, o amor não é áspero, ou pelo menos não deveria ser. Se ainda é assim por aqui, a meta a almejar é que um dia possamos amar de verdade quem nos faz mal. Que possamos perdoar e compreender os erros alheios, para que sejamos perdoados. Que não existam mais guerras. Que possamos amar a tudo e a todos.
É um longo caminho que trilhamos juntos, até não existirmos mais separados, quando formos um com Deus.
Amor sem asperezas para todos
Larissa

2 comentários:

  1. Belas palavras, Lilica!!! Parabéns!!!!

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  2. Obrigada Zé!!! Mas achei que você não ia gostar muito, rsrsrsrsrsrs...
    Bj

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